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Entrevista com o escritor Fernando Barreto

Escritor Fernando Barreto
Escritor Fernando Barreto

“Desqualificar a Educação, supervalorizar a religião e enaltecer a política são formas claras de controlar o povo e seguir com os privilégios. (…) Dificilmente um homem branco, heterossexual, de origem social rica, com ensino superior e casado sofre algum tipo de preconceito.” (F.B.)

Por Elenilson Nascimento

Frieza, estranheza e perversão. Se eu pudesse resumir o personagem principal do livro “A Forma da Sombra” em três palavras seriam essas. “A vaidade é a mãe da ignorância. Não espanta terem chegado aonde os nazistas chegaram, acreditando fazer parte de algo superior em beleza, inteligência e capacidade. Eles são o retrato feio que a humanidade guarda no fundo da gaveta”.

O livro do autor carioca Fernando Barreto nos leva para uma viagem para a mente de um cara que acabou de se descobrir um “bebedor de sangue” e capaz de tudo para obter seu prazer. Fernando de Abreu Barreto é advogado e escritor, nascido no Rio de Janeiro, no ano de 1976. E “A Forma da Sombra” é seu primeiro trabalho publicado, pela Caligo Editora, em 2014. “Autores do Norte, Nordeste e do Centro-Oeste desprezados, a cultura negra menosprezada, autores de origem humilde afastados. Acredito que não é um aspecto próprio do meio literário, mas do Brasil. O que espanta é que no meio intelectual isso não deveria ganhar vulto, mas ganha”, disse o autor nessa entrevista.

Elenilson – Antes de mais nada, queria que você, como autor, falasse um pouco dessa falta de perspectivas na nossa rasa literatura contemporânea, repleta de gente arrogante e metida ao que não é, e que ainda acha que “quem é do contra” é tendencioso.

Fernando Barreto – Gostaria de separar obras de autores. Há grandes obras sendo escritas nesse momento, no Brasil. Via de regra, os autores dessas obras com quem tenho contato são pessoas razoáveis, acessíveis. Não me relaciono com pessoas arrogantes. Há, por outro lado, autores vazios que vendem a si, não suas obras, igualmente vazias. Não perco tempo com essas querelas. Sou muito ocupado. E dizer isso nada tem a ver com arrogância. Com a maturidade aprendi a consumir meu tempo com aquilo que eu acredito que possa me levar adiante, apenas isso.

Elenilson – Gostaria de saber como foi a sua descoberta como escritor. 

Fernando Barreto – Aprendi a ler antes do tempo comum. Gostava de livros e de Playmobil, antes de me interessar por futebol. Por volta dos oito anos tive de ficar de repouso em casa por duas semanas em razão de uma enfermidade e resolvi escrever um livro. Uma historia simples inspirada no filme E.T. e num livro chamado “Tungo-Tungo”. Escrevi, ilustrei, pedi a uma tia, professora de língua portuguesa, que revisasse. Acredito que foi meu primeiro contato com minha essência.  Ali fui eu. O resto é história (não consigo lembrar o autor dessa frase).

Elenilson – A partir de sua trajetória pessoal, como você vê o desenvolvimento do campo profissional, literário e acadêmico no Brasil, levando-se em conta as diferenças desse processo nos diferentes Estados, principalmente numa província atrasada como é o caso do nosso país?

Fernando Barreto – Não sou acadêmico, portanto não me sinto confortável para criticar especificamente o meio literário acadêmico. Conheço alguns acadêmicos muito competentes. Alguns deles com obras que me agradam, outras nem tanto. O que não me impede de avaliar o campo profissional: ser escritor no Brasil é difícil. Mas ser brasileiro é difícil. Ser autor no Rio ou em São Paulo é espinhoso, demanda trabalho, concessões, muito esforço para além do ato de escrever. Fora desse eixo (talvez o Rio Grande do Sul também esteja nesse centro) é louvável. Uma luta ingrata que geralmente termina em frustração. O que é uma lástima, uma vez que a cultura brasileira é vasta, continental, abrangente e merecia ser conhecida, apreciada e elevada. Quanto mais plural, mais rica é. No entanto, você não esbarra em estantes de autores oriundos do Norte ou Centro-Oeste nas livrarias de SP e Rio.

O autor Fernando Barreto na noite de autógrafos de “A Forma da Sombra”.
O autor Fernando Barreto na noite de autógrafos de “A Forma da Sombra”.

Elenilson – Quais são as suas referências literárias? Quais autores influenciaram em sua formação como escritor?

Fernando Barreto – São muitas. Mas vou citar três autores essenciais na minha vida: Carlos Heitor Cony, Luiz Alfredo Garcia-Roza e Albert Camus. Lembro de cada primeiro livro deles que li e de ter pensado em como eu gostaria de escrever como eles.

Elenilson – Como foi o processo de produção e edição do seu livro “A Forma da Sombra”?

Fernando Barreto – Escrevi “A Forma da Sombra” sob a supervisão da Carola Saavedra. Uma experiência única, seja porque nunca mais repeti a experiência, seja porque me possibilitou receber respostas imediatas ao texto, de uma autora a quem admiro profundamente (para não deixar de mencionar, ela uma grande acadêmica). Quando terminei de escrever fiz contato com a Bia Machado, da Caligo Editora, que estava prestes a publicar meu livro anterior, e pedi que lesse. Resolvemos publicar, então, “A Forma da Sombra”.

Elenilson – Eu me identifiquei totalmente com o protagonista de “A Forma da Sombra”, principalmente quando ele diz: “…me relaciono com pouca gente” e que “gente não lhe faz falta”. Você também é uma pessoa que celebra a solidão, o que você chama no livro de “incompatibilidade social”, ou acha que isso é apenas uma fase?

Fernando Barreto – É apenas uma alegoria. Em termos práticos, sou o oposto da personagem. Sou absolutamente sociável, às vezes mais do que gostaria. O que não significa dizer que não tem muito de mim naquele condutor. Eu queria apresentar uma pessoa descobrindo que é algo que não conhecia, alguém que não lida bem com a própria identidade, que tem medo de não ser aceito e se isola antes mesmo de compreender seu lugar no mundo.

Elenilson – Quais foram os seus critérios em não apresentar os personagens com nomes e sim por características, como “a garota do cabelo cor-de-rosa”?

Fernando Barreto – Trazer o leitor pra obra. Deixar ele se identificar com cada personagem e entrar no livro. Nomes têm uma força persuasiva muito grande. Nos meus primeiros livros (não publicados) eu dava nome aos personagens, na “Forma” e em “Paranoide”, não.

Elenilson – Pergunta clichê, mas necessária: você já sentiu algum tipo de preconceito dentro da universidade e/ou no meio literário?

Fernando Barreto – Pessoalmente não. Dificilmente um homem branco, heterossexual, de origem social rica, com ensino superior, casado sofre algum tipo de preconceito. Normalmente espalha preconceitos. Mas isso não me impede de observar o que ocorre ao meu lado: autores do Norte, Nordeste e do Centro-Oeste desprezados, a cultura negra menosprezada, autores de origem humilde afastados. Acredito que não é um aspecto próprio do meio literário, mas do Brasil. O que espanta é que no meio intelectual isso não deveria ganhar vulto, mas ganha.

Elenilson – Que tipo de literatura você não faria?

Fernando Barreto – Não costumo pensar dessa forma. Não me imponho restrição.

Elenilson – Você é formado em Direito. Não sei se advoga, mas como você analisa muitos dos nossos colegas professores (*e não são poucos) que não leem, não trepam com vontade e não oxigenam os cérebros por acharem desnessessário. Professores são um grupinho que não se respeita e não respeita os outros. Como você analisa a Educação não como formadora de cidadãos críticos, mas apenas como uma infinita boiada de marcadores de “xis” em provas do Enem?  

Fernando Barreto – Há maus profissionais em todas as áreas. Tive muitos professores ruins, especialmente na faculdade. Frustrados, fatigados, arrogantes. Procurava me orientar pelos professores apaixonados. Não gosto dos frígidos e dos convencionais. Pessoalmente, acho lamentável o panorama da Educação. Desqualificar a Educação, supervalorizar a religião e enaltecer a política são formas claras de controlar o povo e seguir com os privilégios.

Autógrafo original do autor.

Elenilson – O que anda lendo?

Fernando Barreto – Acabei de comprar “Fé no Inferno”, do Santiago Nazarian, mas ainda não comecei a ler.

Elenilson – Você gosta de provocar ou prefere estapear as caras dos leitores para acordar?

Fernando Barreto – Provocar, com a literatura e estapear (quem merece), com os punhos.

Elenilson – “O desprezo que o mundo me deu, estou devolvendo com fúria”. Esta foi a melhor sacada do seu livro “A Forma d Sombra”. Comenta.

Fernando Barreto – O desabafo de alguém (uma personagem) que acredita que não foi notado em essência pelo mundo.

Elenilson – Em tempo de movimentos sociais rasos, todos “chapa branca”, mais vale um cargo público que se indignar com a dor de famílias pobres, vítimas de todo tipo de truculência do Estado. Você como cidadão engajado, conectado, que pensa, quem tem um discurso não muito comum, o que acha disso?

Fernando Barreto – As pessoas adoram um discurso, retórica, seguir um líder. No momento em que tudo deve acontecer, as pessoas somem. Não costumo dar atenção a quem apenas propagandeia feitos sociais, levanta muitas bandeiras, curte uma lacração, pra usar o termo da moda. Gosto de realizadores, de quem modifica de forma concreta e positiva o mundo ao seu redor.

Elenilson – “Ele largou o bastão e pegou um chicote de arames com o qual chibatou meu pênis até que eu perdesse a lucidez”. Esta frase do seu livro descreve bem o que, aparentemente, a decisão da maioria da população de preservar o senhor Lula da Silva, mesmo encarcerado por corrupção, no “phoder” é um sinal claro de que o povo não absorveu com clareza os últimos fatos que levou o Brasil para o buraco. Você acha que algum dia o povo vai acordar e deixar de votar em políticos em troca de esmolas?

Fernando Barreto – No livro, a frase está ligada à transformação. Não acredito que vá acontecer no Brasil.

Elenilson – O povo consciente de verdade não quer saber de invasões de propriedade, de MST, de guerra convocada por Lula, Bolsanaro e afins. Quer melhores serviços públicos, pois paga pesados impostos, e oportunidades boas de trabalho. Coisas que o PT impediu, e que hoje o Bolsonaro repete mais ostensivamente, com sua incompetência, roubalheira e ideologia ultrapassada. Comenta.

Fernando Barreto – Acho que houve conquistas importantes nos primeiros anos do governo PT. Mas lamentavelmente ele abriram a porta e foram sugados pela corrupção. Há uma diferença brutal para o Governo atual, que já nasceu com grave falha de caráter.

Elenilson – Em seu livro, você aborda a violência nas cidades. O Brasil inteiro ainda pergunta onde está Amarildo Dias de Souza, ajudante de pedreiro que desapareceu depois de ter sido detido pela polícia no Rio de Janeiro. Em Goiás desapareceram mais pessoas após abordagens policiais do que na época da ditadura. Em Salvador, 12 jovens negros foram assassinados pela polícia e a Secretaria de Segurança Pública colocou panos quente. O que é preciso repensar quanto ao sistema de segurança pública do Brasil?

Fernando Barreto – Temos de repensar o Brasil, não apenas o sistema de segurança pública. As desigualdades estão espalhadas não apenas na Educação, na distribuição de renda, mas no próprio Direito. Costuma-se dizer que o Direito Civil é feito para os ricos, e o Direito Penal é PPP, para os pretos, os pobres e as putas. Tudo é desigual, não dá para imaginar em um panorama desse, um sistema de segurança pública igualitário e justo.

Elenilson – Nas questões específicas de Amarildo e/ou dos 12 mortos em Salvador, você acredita que federalizar a investigação dos casos seria um caminho? Nota-se que a federalização é um trabalho claramente político. Tanto no Rio de Janeiro como em Salvador, como os governos são parceiros dos medíocres, tudo fica no discurso. Comenta.

Fernando Barreto – Pessoalmente acredito que a federalização é somente peça de propaganda.

Elenilson – O que se vê de socialismo atualmente não anima ninguém que tenha um mínimo de capacidade de reflexão. Eu não voto mais no PT, assim como milhões de outros sem vozes e sem vez desse país, porque o PT saiu de si mesmo e está infestado de gente desonesta. Você também acha que o partido do Lula/Dilma perdeu o eixo ético e resultou neste bolsonarismo burro? O PT mudou ou sempre foi isso mesmo?

Fernando Barreto – Mudou. O PT nasceu do anseio real de mudança, mas como disse anteriormente, abriu a porta e foi sugado pela corrupção. De todo modo, não acho que deu origem ao Bolsonaro. Muita dessa gente que hoje mostra a cara estava só hibernando, esperando a oportunidade de ranger os dentes.

Fernando Barreto e a esposa, Chris Barreto, na Bienal do Livro do RJ, em 2015.

Elenilson – Como você avalia esses movimentos sociais que estão só preocupados em postar vídeos xingando o Governo ou qualquer um que pense diferente da caixinha pelas redes sociais. O exemplo dos militantes do Movimento Negro que recentemente invadiram uma sala de aula na USP causando tumulto e resultando numa série de debates rasos em vários veículos de comunicação, como a Folha de São Paulo, e até o deputado Jean Wyllys se mostrou totalmente desinformado em tratar o caso, afinal o nobre deputado recebe o nosso dinheiro no Congresso Nacional para mostrar descontrole. Comenta.

Fernando Barreto – Há importantes movimentos sociais, mas esses costumam fazer, realizar mais, propagandear menos. Outros descobriram um filão para se inserir na política, para isso buscam chamar atenção com espalhafato. Não acredito nesses, nem dou ouvidos a esses.

Elenilson – O Estado Brasileiro, não é exagero, mata mais que o Estado Islâmico, mas contra o EI (que não é um estado de verdade) o mundo vem se mobilizando, aqui infelizmente o Estado se nutre das misérias que produz, cada dor, cada morte, para que se torne mais poderoso e intimidatório. Como você encara o aumento assustador da violência em nosso país?

Fernando Barreto – Com receio sincero. O Rio se tornou uma cidade inóspita, sombria. Perdeu a alegria. Tudo consequência do que já falamos antes: educação precária, arrogância, corrupção.  Todos conhecem a origem e sabem por onde começar a consertar. Mas ninguém vai resolver.

Elenilson – Conte-nos, nobre Fernando Barreto, de onde veio à ideia ou necessidade de se tornar um escritor, as dificuldades, o momento mais complicado, a falta de apoio, as alegrias e o momento atual…

Fernando Barreto – Como contei, aconteceu naturalmente, estava na minha essência. Como escrevo no livro, nós somos o que somos. A carreira é consequência e é muito difícil. Tenho outros trabalhos, talvez tivesse desistido se dependesse da literatura. Mas sempre me dá um enorme prazer falar da minha obra e da literatura, receber resposta dos leitores, esse é o prazer que a literatura me concede.

Elenilson – Quando olha para o panorama literário atual, em geral, as editoras de sempre, com seus autores com as mesmas ideias, as panelinhas, as subcelebridades alavancadas ao título de autores, em particular, quais ideias lhe ocorrem?

Fernando Barreto – Que sou feliz por não depender de literatura.

Elenilson – A carreira de escritor do André Vianco, que escreve com a mesma temática que você, por exemplo, começou numa, digamos, infelicidade, ele havia perdido o emprego e acabou usando seu FGTS para bancar a publicação de “Os Sete”. Coisa bem parecida com de muitos outros escritores. O que você acha que estaria fazendo se não tivesse tomado a decisão de “tentar”? 

Fernando Barreto – Sinceramente, profissionalmente estaria no mesmo lugar, porque tenho a sorte de não depender da literatura, da venda de livros. Pessoalmente, é provável que fosse uma pessoa frustrada.

Elenilson – Você escreveu: “Talvez seja o momento de deixar a vida ser cruel, apagar tudo o que aconteceu até aqui, como fiz no passado, e construir uma nova identidade…” Comenta.

Fernando Barreto – Um momento de reflexão da personagem, claramente não estava convicto do que deveria fazer. Não é incomum em nossas vidas, não espanta que tenha atraído sua atenção.

Elenilson – Você também quer continuar sendo igual ao “homem lunático, igual a todos aqueles com os quais cruzo todos os dias nas ruas…”, como o nosso amigo bebedor de sangue e ejaculando sobre corpos do seu livro? 

Fernando Barreto – Jamais. Detesto o comum. Detesto a ideia de ser comum e alienado.

Elenilson – Você também fez uma crítica sutil sobre a Educação no livro: “Ele é incapaz de aceitar que alguém sem diploma universitário tenha uma percepção razoável acerca de coisas que devem ser estudadas e certificadas por cientistas”. Gostaria que você comentasse esse trecho. 

Fernando Barreto – Costumam valorizar mais diplomas que inteligência, acabam passando por constrangimentos como o do “Ministro que não foi”. A inteligência natural nada tem a ver com diploma. Evidentemente, o conhecimento adquirido nas escolas é importante, mas não é o mesmo que inteligência.

“A Forma da Sombra” foi a estreia de Fernando Barreto na literatura.

Elenilson – Hoje está mais fácil para se começar a montar sua rede de leitores. As portas estão aí, abertas. Tem as redes sociais e as plataformas digitais, onde você pode tanto publicar gratuitamente, quanto colocar o seu livro já a venda nas lojas digitais como a Amazon que é uma das mais fáceis de publicar. Eu sempre apoio os leitores a publicar na Amazon. E o talento fará a sua reputação. Então é fácil você começar hoje. Por outro lado está mais difícil de você pôr numa livraria física, por exemplo. Como você chegou com o seu livro impresso e colocou à venda numa livraria física?

Fernando Barreto – Esse trabalho ficou por conta da editora, mas utilizamos plataformas virtuais para a venda dos livros. Houve pouca distribuição em livrarias.

Elenilson – Escritor brasileiro tem muita imaginação, muita vontade de contar e essas transformações que eu disse que a banda larga está trazendo, põe as pessoas cada vez mais em contato com os textos, ideias, com imagens, com vídeos, com assuntos, com temas que eles querem transmitir. A gente sabe que hoje em dia o escritor nacional é mais intuição do que técnica. A que você atribui esse fato?

Fernando Barreto – A um equívoco. Na literatura, a técnica é mais importante que a intuição, a forma mais importante que a trama. Mas aqui costumamos não dar valor à formação, acreditamos que basta uma boa ideia e talento. Isso não é verdade. Estudar é importante em qualquer área.

Elenilson – O que ainda podemos esperar do Fernando Barreto?

Fernando Barreto – Espero lançar “Paranoide” em breve, meu livro favorito. Estou negociando com a Caligo.

Contatos:
[email protected]
facebook.com/Fernando.deabreu.92
@fefobarreto

 

 

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