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Dia do Orgasmo: “Falar de sexo é um tabu a ser quebrado”

Orgasmo feminino
Orgasmo feminino

“Temos que tratar o assunto de forma natural e orgânica”, diz Tati Sincera, que aborda o tema neste Dia do Orgasmo

O próximo dia 31 de julho é comemorado o Dia do Orgasmo. Sabendo que falar de sexo é algo ainda tratado como tabu, Tati Sincera – que tem o autoconhecimento como estilo de vida – resolveu abordar o tema e ressaltar a importância de estarmos bem com a nossa mente e corpo para que seja realmente possível um sexo saudável. A influencer, que já revelou ter sofrido abusos sexuais quando criança, também orienta quem possui ‘bloqueios’ por conta de traumas vividos.

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“Orgasmo é algo que pode ser sentido de diferentes maneiras. Uma pessoa mais expansiva relata a experiência sexual cheia de expressões, detalhes e particularidades que, por outro lado uma pessoa mais introspectiva, que teve uma experiência particularmente singular, pode achar que não experimentou o mesmo tipo de prazer, quando na verdade tiveram prazeres talvez equivalentes”, explica Tati Sincera.

Para Tati, a relação de mente saudável x sexo saudável é fundamental. Ela ressalta ainda que é importante observar se o sexo não se tornou uma ‘necessidade disfuncional’: “O sexo pode virar um vício ou compulsão. Ele promove várias sensações facilmente atraentes e estimulantes para quem está vulnerável ou distraído da sua realidade. Por isso, quando tornamos a experiência do sexo uma fuga da realidade, buscando por prazeres imediatos, facilmente nos tornamos dependentes desses estímulos, deixando que isso se torne maior que nós.”

Fatores que atrapalham o sexo saudável:

Além dos já conhecidos fatores que atrapalham o sexo saudável, como estresse e ansiedade, Tati destaca outros pontos que não são tão passageiros e que podem ‘travar’ uma pessoa de sentir o verdadeiro prazer da vida sexual. “Vejo uma confusão entre o certo e o errado, o que pode e o que não pode, vou parecer isso ou aquilo, pensamentos que atormentam as pessoas na hora de viver uma experiência prazerosa”, cita a influencer.

Tati explica: “Com tantos questionamentos, fica difícil chegar ao orgasmo sem culpa, sentir prazer sem medo e se entregar com vontade. E posso garantir que o problema na maioria esmagadora das vezes está na falta de maturidade, autoconhecimento e no excesso de expectativas emocionais criadas sobre o sexo.”

Além dos questionamentos e medos, Tati Sincera também reforça a necessidade de estarmos bem com o próprio corpo para uma experiência sexual prazerosa. “O nosso corpo é o nosso templo e a nossa casa dessa experiência humana. Devemos cuidar, zelar e valorizar cada centímetro. Somos influenciados por alguns padrões e isso precisa ser trabalhado no âmbito emocional para que uma possível mudança almejada sirva de estímulo e não de bloqueio para as nossas experiências.”

Como não levar seu trauma para a cama:

Tati acredita que é muito importante levar em conta se uma pessoa possui traumas ou não para que se consiga ter uma vida sexual saudável. A influencer, que já falou abertamente sobre ter sofrido abusos sexuais na infância, explica: “Cresci cheia de bloqueios e traumas sobre esse aspecto e entendo que nessa realidade buscar ajuda para curar essas dores foi extremamente importante para que, aproximadamente vinte anos depois, eu não tivesse mais esse eixo narrativo sobre minhas experiências.”

A busca por terapia foi algo que ajudou Tati: “Pude ressignificar os fatos de forma consciente e madura. Afirmo, se você tiver um trauma, busque falar sobre isso e peça ajuda para resolvê-los. Você não precisa e não merece que isso seja maior do que viver uma relação com liberdade sexual”.

Autoconhecimento para estar seguro na hora H

Por fim, considerando o Dia do Orgasmo uma excelente oportunidade para discutirmos autoconhecimento e vida sexual saudável, Tati Sincera aconselha: “Temos que trazer o assunto sexo de forma mais natural e orgânica para dentro da nossa própria relação e do nosso círculo de convivência. Minhas dicas sinceras para que tenhamos essa evolução natural são: não crie padrões generalizados baseados apenas na sua visão, pare de comparar suas experiências com a dos outros, busque autoconhecimento para estar seguro na hora H e aumente o vínculo emocional com seus pares para essa troca saudável nos relacionamentos.”

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