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Crítica “Away”: Hilary Swank estrela Sci-fi da Netflix

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Série estrelada pela atriz ganhadora do Oscar é mais um projeto focado na busca por um futuro em outro planeta

A Netflix estreou neste fim de semana a série “Away”, uma ficção científica que busca projetar nosso futuro em outro planeta, e que também busca entender um pouco o ser humano em situações de tensão e drama. Ou seja, temos um plano de fundo tecnológico e futurista, mas o ponto central aqui é o sentimento mais humano que existe.

Na série, a astronauta americana Emma Green, interpretada pela vencedora do Oscar Hilary Swank, se prepara para liderar uma tripulação internacional na primeira missão a Marte. Em meio ao lançamento do foguete, seu marido (Josh Charles) sofre um derrame e deixa a filha (Talitha Bateman) num contexto ainda mais dramático, por ser uma adolescente em formação, sem a mãe, e com o pai no hospital.

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Quem for assistir Away por ser uma ficção científica, vale o destaque, pro bem ou pro mal, que a parte dramática é o ponto forte da série, e isso é visto pela intensidade da atuação de Hilary, que desde os momentos iniciais mostra que a sua visão de mundo, como mãe, esposa, mulher e astronauta. Emma é uma personagem fascinante, por servir de exemplo para milhões de garotas e mulheres que sonham em fazer algo grandioso mesmo com todos os desafios.

Logo no primeiro episódio, na apresentação da equipe, formada por 5 astronautas, 2 mulheres e 3 homens, vemos esta perspectiva quando uma repórter pergunta para outro astronauta, o russo, mais experiente, se ele pretende aceitar ordens de alguém mais inexperiente, e mulher. Certamente se a personagem de Hilary fosse vivida por um homem, essa pergunta não existiria.

Em Away também veremos atores do nível de Ato Essandoh (Altered Carbon), Mark Ivanir (Homeland), Ray Panthaki (Gangs of London) e Vivian Wu (Cathy Yan’s Dead Pigs, Rúyì Zhuàn). O elenco é um ponto forte da série.

O roteiro busca uma relação mais intimista, mostrando a vida e os problemas dos personagens, em detrimento de uma perspectiva mais grandiosa, como no clássico “2001, Uma Odisseia no Espaço”, por exemplo. Aqui a questão futurista, tecnológica, fica num plano menos preponderante se compararmos as relações humanas, de amizade, família, amor e companheirismo.

Logo no primeiro episódio vamos perceber que a relação entre Emma e a sua equipe será o norte da trama, e será complexa, como em todas as relações humanas. Ela será admirada por um, respeitada por outro, e criticada por outros. Terá que liderar uma equipe, com seus egos, e sempre correndo o sério risco de cometer um erro fatal, pois vimos que qualquer erro pode significar a morte deles no espaço, vide o incêndio que quase acomete a nave em seu episódio inicial.

Away é mais uma aposta da Netflix para 2020, ano com poucas estreias no cinema, e que casa exatamente com o momento  que passamos, afinal de contas, milhões de nós estamos desejando ir para Marte, viver longe do nosso atual estado das coisas.

 

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