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Crítica Amor e Sorte: Fernanda Montenegro é a maior atriz de nossa história

Amor e Sorte
Amor e Sorte

Amor e Sorte é o primeiro grande projeto de dramaturgia da televisão brasileira nesta era de pandemia; resultado do primeiro capítulo é genial

Ao fim do primeiro episódio da série Amor e Sorte, primeiro grande projeto do mundo em seu novo normal, a mistura de sentimentos era bastante compreensível. Era um misto de alegria por estar diante de uma linda trama, com um ótimo roteiro e maravilhosas atuações de duas grandes estrelas de nossa história, e de angustia, por estarmos diante (possivelmente) de um dos últimos trabalhos da maior atriz da televisão brasileira. Claro que esta possibilidade tende (rezemos) a ser remota, mas só pelo fato de Fernanda Montenegro estar completando 90 anos de vida, liga em nós um alerta de que cada novo trabalho pode ser o derradeiro.

E quem ama arte, quem ama a vida, quem ama o amor, vai sentir uma tristeza gigante, em saber que daqui uns anos nós não teremos mais o privilégio de ver esta atriz em cena, ao menos em projetos inéditos.

Amor e Sorte é o primeiro projeto que de fato trabalha todos os temas atuais de uma maneira mais bem elaborada. O episódio de estreia conta a história de Gilda e Lucia, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

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Antes de qualquer coisa, é impossível não nos conectarmos com os personagens, pois eles são a caracterização de nossas vidas hoje em dia, de nossas famílias, temos certamente algum parente ou amigo que teve que se isolar com a mãe na Pandemia, e através dessa relação forçada por conta do isolamento social precisou rever, repensar, reviver, toda uma história de vida, com os altos e baixos, e que em muitos dos casos acabou em uma reconexão de vida. Filhos que descobriram como suas mães são engraçadas, ou são paranoicas, ou são revoltadas, e mães que perceberam que a presença de seus filhos é o alicerce de suas vidas, é o elemento que dá sentido e é o que traz felicidade plena.

Toda a forma como o roteiro foi construído nos faz relembrar de algum momento vivido nesses últimos seis meses, seja de brigas por conta de uma preocupação ainda maior com a saúde de quem amamos (Gilda e a relação dela com o cigarro), seja de abraços e apertos, por conta das lembranças que os dias seguidos juntos trazem.

E esta transformação de uma relação que começa com certa aversão e que termina com mãe e filha descobrindo que o que de melhor uma tem é a presença da outra, esta transformação é o que Amor e Sorte trouxe de mais bonito neste episódio de estreia.

Se o roteiro é bom, o projeto é bom, a direção é boa, o mesmo nós não podemos falar das atuações. Estas são maravilhosas, viscerais e geniais. Fernanda Montenegro é um ícone, que deve ser aplaudida de pé sempre que for vista em público. Ela é um patrimônio, que somente pessoas sem a mínima noção de cultura não percebe e comtempla.

Uma série relevante para os tempos atuais. E atuações dignas de choro, o choro da alegria.

 

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