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Crítica: Temperatura Máxima (25/10) exibe Rei Arthur, com Eric Bana

Rei Arthur
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Temperatura Máxima deste domingo, dia 25 de outubro, vai exibir o sucesso Rei Arthur, com o ator Eric Bana; filme vai ao ar às 13h40 na Rede Globo

O filme de hoje da sessão Temperatura Máxima é um clássico da literatura: Rei Arthur.

A produção de sucesso será exibida neste domingo, dia 25 de utubro, às 13h40. A Temperatura Máxima está imperdível.

História

Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação, até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

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Crítica

Como o próprio título denuncia, o novo longa dirigido por Guy Ritchie conta a história do lendário Rei Arthur, o líder-monarca que historicamente defendeu a Grã-Bretanha diversas vezes de invasores no final do século V e início do século VI. Na trama do filme, seu pai o então rei Uther Pendragon (Bana) é assassinado como uma vingança de seu irmão Vortigern (Law) e então este torna-se rei dos Bretões em Camelot. Arthur (Hunnam) consegue escapar e encontrar refúgio na vila de Londinium ainda criança, onde fora criado por prostitutas em um bordel. Anos mais tarde, o protagonista irá encontrar seu destino e terá que lidar com o seu passado para se assumir como o legítimo herdeiro e, dessa forma, deter os planos malignos da tirania de seu tio.

Como se pode perceber pela leitura da sinopse, esta é uma história com uma trama que vemos constantemente nos típicos filmes clichês de super-herói e aqui não é diferente do que se esperar. É o mocinho em uma jornada de auto-conhecimento e auto-aceitação para então acabar com as forças do mal que ameaça inocentes. No entanto, como a narrativa vai ser trabalhada para contar essa história é que é o diferencial aqui. E aí, gosto é gosto e não se discute: ou o espectador vai amar ou vai odiar; dificilmente haverá um meio termo.

Esse resultado se deve ao estilo particular do diretor Ritchie em contar as suas histórias. Rei Arthur: A Lenda da Espada se baseia em três elementos para chegar ao produto final que temos no cinema: frame rate, elipses e edição. O primeiro é a quantidade de quadros por segundo que determina a velocidade com que a imagem será transmitida em tela. Em outras palavras, podemos ver uma imagem bastante acelerada ou lenta, também os chamados slow-motions. O cineasta brinca essa técnica: O. Tempo. Todo. E aí se torna demasiado cansativo presenciar imagens e planos de uma cena que começam em uma freqüência ultra-rápida e que de repente podem terminar lentas demais pela enésima vez.

A técnica é eficiente em alguns momentos, claro, principalmente nos combates com o uso da Excalibur. Todavia, outras nem tanto, pois o ritmo em geral se torna tão frenético, mas tão frenético que fica praticamente impossível nos aproximar dos personagens, e desenvolver qualquer empatia em relação a eles, pois o filme não nos concede esse tempo. Ainda, não concede tempo o suficiente para ter momentos de alívio e, deste modo, para que possamos absorver as informações, pois todas são acumuladas e jogadas constantemente ao espectador. É uma urgência que não cessa, que não nos dão muito descanso; um artifício apenas para maquiar a fragilidade e a superficialidade de seu roteiro. E não somente em relação ao fator humano de toda a trama que sequer é trabalhada por pura preguiça, mas a adaptação “moderna” é simplesmente sofrível por nos depararmos com elementos absurdos de seus diálogos que destoam deste mundo, como o fato de um treinador chinês se chamar “George” ou um dos personagens mencionar “folha de pagamento” (sim, porque na época medieval já existiam leis trabalhistas, né).

 

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