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Crítica “Desalma”: a série de terror do Globoplay

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Desalma, nova série do Globoplay, estreia no serviço de streaming com a função de fazer o gênero terror vingar entre as produções nacionais

Fazer série de gênero no Brasil sempre foi tarefa das mais árduas e o terror certamente é a área que mais sofre em nossas produções, seja da rede de tv aberta seja dos canais fechados. Alguns projetos tentaram sucesso, como Supermax, mas acabaram no esquecimento do público e da crítica. Nesse contexto que o Globoplay estreia mais uma produção do gênero, DESALMA, invocando bruxas, crianças esquisitas e animais mortos, velhos clichês do gênero, para entregar uma série tecnicamente muito bem feita, com um elenco dos melhores e um roteiro que flerta demais com produções de terror ou do chamado suspense sobrenatural, febre no mundo do cinema na década de 2000.

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A série, que tem inicialmente 10 episódios, é recheada de referências à cultura eslava, como a famosa festa de Ivana Kupala, que é responsável pelas maiores e mais bem feitas sequências da série, além de muitas referências ao universo ucraniano.

Com uma fotografia densa, escura e neblinada, Desalma garante um visual soturno, o que nos faz lembrar imediatamente de muitas outras obras do gênero, como A Bruxa, fantástico filme de terror lançado anos atrás.

A história, cheia de idas e vindas, ocorre em dois momentos distintos, em 1988 e 2018, e ao longo de 30 anos muitos acontecimentos da narrativa são colocados para que o espectador entenda bem o que está acontecendo ou prestes a acontecer.

A trama se passa na pequena Brígida, cidade fictícia do interior do Sul do país, onde fenômenos sobrenaturais assombram a população ao longo de décadas, enquanto rituais de bruxaria prometem trazer de volta ao mundo dos vivos almas de pessoas que já se foram. Com esta ideia base Desalma apresenta seus episódios recheados de elementos sombrios e um drama bem denso por trás de cada um dos personagens.

Neste contexto devemos falar que a série se apropria de uma série de elementos já tradicionais do gênero, como a existência de uma cidade fictícia bem pequena, uma comunidade formada por pessoas estranhas, crianças estranhas, animais estranhos… é a estranheza em pessoa. Isso sem contar com feiticeiras e mitologia eslava. Enfim, é o pacote completo de elementos para se fazer uma boa série de terror sobrenatural.

Desalma apresenta um início bem lento, quase parando, e isso deve fazer com que muitos espectadores desistam da produção antes de chegar a sua segunda metade, onde a trama engrena e as sequências são bem mais arrepiantes.

Tainted Love por Sepultura

Com mais de 45 versões já apresentadas, entre regravações e covers, “Tainted Love”, composta por Ed Cobb e lançada originalmente pela Gloria Jones (1964), ganha uma versão bem sombria do Sepultura. Vale muito a pena ouvir.

 

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