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Bram Stocker, Allan Poe e os clássicos para o Halloween

Edgar Allan Poe e o Halloween
Edgar Allan Poe

Allan Poe – Quer passar o Halloween lendo ou revisitando os clássicos? O escritor romancista AT Sergio, que tem uma predileção pelos temas de terror e ficção, fala um pouco sobre os autores que considera indispensáveis para quem quer conhecer o tema a fundo.

Semana de Halloween e o que você pode fazer?

Revisitar os clássicos do horror, claro! Quem não conhece ainda Bram Stocker, Mary Shelley ou Edgar Allan Poe precisa aproveitar a oportunidade. AT Sergio, escritor romancista com predileção pelas histórias de horror e ficção ajuda a escolher os clássicos. E, de quebra, dá sua opinião pessoal sobre alguns dos escritores mais famosos de todos os tempos.

Confira:

Abraham “Bram” Stoker – nascido em Dublin, o escritor conhecido como Bram Stocker foi o criador de uma das obras mais famosas de todos os tempos, lançada em 1897. Drácula tornou-se a mais famosa obra sobre vampiros da história da literatura. Antes de escrever seu clássico, o escritor passou anos imerso em pesquisas sobre folclore, mitologia e, por isso, suas histórias são carregadas de detalhes e simbologias. “Nem todo mundo gosta de Bram Stocker, já que sua escrita não é do tipo dinâmica. Mas não podemos negar que ele é essencial para quem ama ou quer conhecer terror. Eu diria que Bram Stocker, especialmente Drácula, é necessário”.

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Mary Wollstonecraft Shelley – A escritora londrina é, nada mais nada menos, do que a criadora de outro personagem clássico do terror, Frankenstein. Além de autora, também teve suas incursões pelo teatro, pelas biografias e até mesmo pela literatura de viagens, pasmem. Mas seu romance gótico Frankenstein: ou O Moderno Prometeu, de 1818, é considerada a primeira obra de ficção científica da história e, além disso, ainda ajudou a lançar um novo modelo de história de horror, que mistura o romantismo, também! “Mary é mais dinâmica que Bram, e seu monstro é uma criação essencial na literatura de terror. Eu diria até que a parte de drama da história de Frankeinstein é referência para a literatura de entretenimento até hoje. Um monstro com coração”, lembra AT.

Clive Barker – quem não conhece Hellraiser e Pinhead? Sim, Clive Barker, um artista inglês multifacetado (dramaturgo , romancista , diretor de cinema e artista visual) teve seu primeiro sucesso com a série de contos Os Livros de Sangue, na década de 1980. É do tipo que gosta de fazer tudo, inclusive ilustrar os próprios livros e, talvez esse seja o maior motivo por eles ganharem notoriedade tão visual. Para AT, Clive é o “cara do sangue, da ação, de nos tirar no chão! É um mestre na arte de descrever cenas com vísceras e muita crueldade com os personagens e com o leitor. Fundamental para quem escreve e gosta do gore”.

Lovecraft, escritor americano que, segundo muitos autores, revolucionou o gênero de terror, atribuindo-lhe elementos fantásticos típicos dos gêneros de fantasia e ficção científica. “Não sou dos seus maiores fãs, mas não posso negar a importância de suas histórias para o desenvolvimento do terror cósmico, fora da caixa total. Sua escrita não é nada dinâmica, mas precisa estar na lista dos que merecem ser lidos e apreciados”, revela AT Sergio. O próprio Lovecraft chamava seu princípio literário de “Cosmicismo” ou “Horror Cósmico”, pelo qual a vida é incompreensível ao ser humano e o universo é infinitamente hostil aos seus interesses.

Edgar Allan Poe, autor poeta, editor e crítico literário, integrante do movimento romântico – sim! Foi um dos primeiros escritores norte-americanos de contos e é, geralmente, considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Foi um influenciador da literatura ao redor do mundo, e suas obras mais conhecidas são góticas, um gênero que ele seguiu para satisfazer o gosto do público. Para AT Sergio, um mestre: “sua escrita abriu as portas para o policial, o terror, com pitadas de drama na dose certa. Ele escreve com a alma e nos faz mergulhar em suas histórias a ponto de nos fazer sofrer com cada cena, cada sentimento dos personagens”.

Lucchetti, conhecido como o “Papa da Pulp fiction” no Brasil, é paulistano de Santa Rita do Passa Quatro, e trabalhou como ficcionista, desenhista, articulista e roteirista de filmes, histórias em quadrinhos e fotonovelas. São 1547 títulos publicados, 300 quadrinhos assinados, mais de 25 roteiros de filmes, três programas de televisão, centenas de artigos divulgados em revistas e jornais, e produções para rádio. “Lucchetti é um mestre do pulp nacional, com seus personagens cheios de sensações e descrições perfeitas de cenas de ação e suspense. Ele sabe envolver, mesmo usando às vezes uma linguagem mais afastada do que hoje usamos como usual. Não há literatura pulp/terror/horror no Brasil se não citarmos ou considerarmos o mestre Lucchetti”, finaliza AT.

AT Sergio

A.T. Sergio é um escritor pernambucano, romancista, organizador e participante de antologias nos gêneros terror, suspense, mistério e policial, publicado por diversas editoras nacionais e através da plataforma independente da Amazon. Autor Hardcover, plataforma de aperfeiçoamento da escrita desenvolvida pela Vivendo de Inventar, depois de publicar contos em mais de 25 antologias, estreia em romances com essa publicação, “Eles”, após ter sido finalista no prêmio SweekStars, edição 2018. Redator da revista eletrônica “A Arte do Terror”, é também colunista do portal literário “Literanima”, onde publica textos periódicos sobre criatividade e forma de escrita.

 

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