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Felicitemos Fellini Fez Filmes Fantásticos, Fenomenais, Fabulosos

Fellini Oito e Meio
Fellini Oito e Meio

Por Josival Nunes

Toda obra-prima é viva e apesar de aparentemente janela ela é secretamente espelho. Se no holograma o todo está na parte e a parte está no todo o artista genial confere status holográfico à sua criação. Penso nos filmes de Fellini, especialmente três, para estabelecer essas conexões: A Doce Vida (1960), Fellini Oito e Meio (1963) e Amarcord (1973). O primeiro da lista é uma sucessão de episódios protagonizados por um jornalista que vai girando em espiral descendente até deixar-se levar pelas correntes do oceano do sistema. O que era aspiração e pretensa inspiração literalmente morrem na praia como vemos no final do filme. Retrato crítico e simbiótico de uma alta sociedade fútil e entediada, entre confetes e conflitos. Filme em preto e branco de um mundo cinzento.

Fellini Oito e Meio tem evidentes sinais autobiográficos. Um diretor em meio a uma crise criativa tendo que realizar um filme. Aqui temos um Fellini que mistura camadas. Fantasia, imaginação, realidade, o delírio e o onírico, não necessariamente nessa ordem, estão juntos e misturados. É desses filmes que ficam na história com reverência e muitas referências, é só atentar, cada vez que um diretor faz algo que remete a uma metalinguagem com reflexão mais memórias sobre o ofício a marca d’água Fellini Oito e Meio torna-se visível, como por exemplo, All That Jazz (1979) de Bob Fosse e Memórias (1980) de Woody Allen.

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Amarcord na superfície é nostálgico como uma foto familiar emoldurada na parede da sala, mas nas regiões mais profundas se o mar tem riqueza de vida marinha ele tem riqueza de vida simbólica e dentro do caleidoscópio de vinhetas possui cenas inesquecíveis, sendo uma das mais marcantes os barcos ao mar, para ver o navio passar.

Se o ser humano partiu em 1993 aos 73 anos o cineasta Federico Fellini continua vivo e jovem aos 101 anos.

 

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